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Terminal_Aula1

Posted in Bash by Fernando Basso on 19 de junho de 2010

INTRODUÇÃO

Este é um pequeno tutorial para quem está abrindo o terminal pela primeira
vez na vida. Não é avançado e principalmente, tentei usar uma linguagem simples
e exemplos simples. As páginas de manual do GNU/Linux são repletas de termos
e vocabulário complicados, de difícil compreensão. E muitas vezes faltam
exemplos. Exemplos sempre são o complemento perfeito para a explicação de
qualquer coisa.

Leia em voz alta para uma melhor memorização e principalmente execute os
exemplos no seu sistema. Não sou perfeito. Peço desculpas antecipadamente
por qualquer erro, ortográfico ou técnico, principalmente no que diz respeito
à exatidão das explicações.

O TERMINAL

Você abre o terminal pela primeira vez na vida e vê algo parecido com isso:

O ~ (til) significa que você está na sua pasta pessoal. Na sua pasta
de usuário. Ou seja, o terminal está ‘operando/trabalhando’ atualmente na
sua pasta de usuário. nando é o nome de login do usuário utilizando
o terminal, e vaio é o hostname, ou nome do host (nome que foi dado
ao sistema durante a instalação). O ‘$’ diz que você está usando o terminal
como usuário comum, e não como root (administrador do sistema). Os
outros caracteres não tem nada de especial.

Os ‘terminais’ que eu uso são o urxvt (rxvt-unicode), xterm e
gnome-terminal. Não que sejam melhores, vai do gosto. Existem vários
outros.
Aqui
há uma lista de emuladores de terminal.

BASH – O SHELL

O programa que roda ‘por baixo’ do terminal é o shell. O shell é
um interpretador de comandos que e usamos para interagir com o sistema.
O shell padrão na maioria das distribuições GNU/Linux é o bash. Não
que ele seja o “melhor”. Ele tem suas vantagens, mas outros shells também
tem suas vantagens. Todos tem suas vantagens e desvantagens.

Vamos deixar o uso do terminal mais agradável. Faremos isso modificando
a variável PS1, que é a principal responsável pela aparência do prompt
do bash.

Mesmo que você não entenda por enquanto, rode o seguinte comando (selecione
o texto da linha seguinte, e clique com a roda do mouse dentro do terminal):


PS1='[e[0;32m]h@u, d t [e[1;34m]nw [e[0;32m]$ [e[0;35m] nbash >>> '

Você deve ficar com algo parecido com isto:

Deste modo fica um pouco mais agradável de utilizar o terminal, assim como
facilita a visualização dos comandos e o ‘resultado’ dos comandos.

A PASTA HOME

No GNU/Linux, a pasta do usuário, onde ficam os arquivos pessoais de cada
usuário é chamada de home (em Inglês). A minha pasta home é nando.
(home = casa ou lar). Não acha que faz sentido ?

Se o seu nome de login (ou usuário, ou nome de usuário) for
arthur, a sua pasta home será também arthur. Se o seu login
for maria, a sua home será maria.

VISUALISANDO ARQUIVOS E DIRETÓRIOS

Uma das primeiras coisas que precisamos fazer é, com certeza, saber quais
arquivos e diretórios temos na nossa home. Para visualizar o conteúdo da nossa
home rodamos o comando:

ls

Olhe o resultado do comando com calma. O que foi mostrado em azul são pastas
ou diretórios. Tudo o resto são arquivos de texto. Se as pastas não foram
mostradas em azul, você tem que configurar o bash para que o faça. Logo vamos
aprender mais configurações legais do bash. ls é uma abreviação de
list (listar).

MOVENDO-SE

Se nós estamos na nossa home, dizemos que o diretório de trabalho é o home.
Algumas distribuições vem com o bash configurado para mostrar um simples:

Se o bash não está configurado para mostrar a pasta em que você está, podemos
acilmente descobrir qual é o diretório de trabalho com com o comando pwd:

pwd = print working directory = mostrar diretório de trabalho. Note que
pwd nos diz que estamos neste momento trabalhando na pasta /home/nando.

Não se confunda. O /home/ mostrado acima é uma home que abriga todas
as outras homes de todos os usuários cadastrados no sistema. Ou seja, dentro
desta /home teria por exemplo as pastas nando, arthur e maria
– as homes deste usuários. Então, a /home não é a home de um
único usuário em especial, mas sim uma pasta especial, que serve de terreno
onde as homes (lares/casas) dos usuários cadastrados no sistema são
construídas.

MUDANDO DE DIRETÓRIO

Vamos entrar no diretório Music. O comando que usamos para isto
é cd (change directory = mudar de diretório). Veja:

2

Quando estiver digitando um nome de diretório você pode ou não colocar
a barra (/) após o nome (sem espaço). Eu fiz cd Music/ mas poderia
ser apenas cd Music. Na verdade, eu usei o recursro de autocompletar
(detalhes adiante) e o autocompletar coloca a barra automaticamente. É claro
que você já notou também que a barra serve para separar um diretório de outro
quando estamos digitando caminhos de diretório. Veja como o pwd também usa
barras para separar nomes de diretórios, mas ele não usa barra ao final do
último diretório.

Como a nossa configuração do bash mostra o diretório atual, pwd não é tão
necessário assim para nós.

Veja que a nossa configuração já mostra o til (~) por padrão quando estamos
na nossa home, e o “$” para dizer que estamos usando o terminal como
usuário comum. Note que quando fizemos cd Music, o prompt mudou de
~ $ para
~/Music $

Isto faz sentido já que a pasta Music está dentro da nossa home.

CASE SENSITIVE

Um coisa que você precisa saber agora mesmo é o seguinte: O GNU/Linux é
case sensitive, (sensível à caixa, porque em Português se diz caixa
alta para letra maiúscula, e caixa baixa para letra minúscula). Então se temos
as pastas Documentos e documentos, eles são dois diretórios
diferentes, e o conteúdo dentro deles não tem correlação.

CAMINHO ABSOLUTO E RELATIVO

Faça:

cd /
ls

… e observe. Assim como temos o ~ que é a nossa home, temos a / (barra)
que representa a raiz do sistema de arquivos. A pasta principal onde
ficam todas as outras pastas, inclusive a /home. Caminho absoluto é
quando digitamos todo o caminho, desde a raiz (/) e caminho relativo é
quando digitamos o caminho de onde estamos (pwd) em diante.

Por exemplo, se estamos em /home/nando e queremos ir para o diretório
/etc, devemos obrigatoriamente digitar o caminho desde a raiz pois
o /etc “vem” do diretório raiz, e não do diretório nando. Outro exemplo. Se
estamos em /boot/grub e queremos ir para /var/lib também somos
obrigados a digitar o caminho completo pois grub vem do boot que por sua
vez vem do / (raiz).

Podemos usar caminho relativo quando o diretório que queremos acessar estiver
um nível acima ou abaixo do diretório atual (pwd). Exemplo: se já estamos
em /home/nando e queremos acessar a pasta Music basta digitar cd Music
pois Music é um diretório “filho” de nando. Não há necessidade de fazer
cd /home/nando/Music ou cd ~/Music.

Neste exemplo:
/home/nando/Music
nando é pai (ou mãe) de Music, home é pai/mãe de
nando e / é pai/mãe de home. No Inglês é muitíssimo comum
se dizer parent directory (diretório pai/mãe).

DICAS ÚTEIS PARA O CD

A nossa home pode ser representada por ~ ou ~/ . Não importa
de onde estamos, podemos sempre retornar para a home digitando:
cd ~ ou
cd ~/ e o mais fácil, simplesmente:
cd

O diretório de trabalho, ou diretório atual pode ser representado por .
ou ./

O diretório pai/mãe (parent directory) pode ser representado por ..
ou ../

Se estamos em ~/Music/Rock queremos voltar para ~/Music basta
fazer:
cd ../ (ao invés de cd ~/Music ou cd /home/nando/Music)

Se estamos em /boot/grub, mudamos para /etc/gconf e queremos
voltar para /boot/grub basta fazer:
cd - e você estará de volta em /boot/grub. Fazer cd –
novamente o levará de volta para /etc/gconf. Ótimo para quando temos que
trabalhar com dois diretórios e temos que ficar alternando entre os dois o
tempo todo, mesmo que seja ficar alternando entre ~/ e ~/Music.

AUTOCOMPLETANDO COMANDOS

Uma característica incrivelmente útil que todos os shells possuem, inclusive
o bash, é de autocompletar comandos. Podemos completar nome das ferramentas
de linha de comando e aplicativos gráficos, nome de arquivos, e caminhos de
diretórios. O autocompletar é conseguido pressionando-se a tecla Tab
uma ou duas vezes, dependendo do caso.

Se você que fazer cd /usr/share/icons, pode fazer assim:
cd /u Tab
/usr/sh Tab
/usr/share/ic TabTab
(aqui o Tab vai mostrar as possíveis
‘palavras’ que começam com “ic”, então você completa mais uma ou duas letras
e dá Tab novamente.

O autocomplete é especialmente útil para ajudar completar nomes compridos.
Imagine que você tenha que fazer cd para uma pasta chamada:
meus_controles_de_entrada_e_saída_de_2009
Bastaria você digitar algo como:
meu Tab e o bash completa o nome inteiro pra você.

Se você tem os diretórios pasta_1_2009 e pasta_2_2009
você digita pa Tab e o bash completa até pasta_ e pára
neste ponto porque ele não sabe se você quer a 1 ou a 2. Você pode
pressionar Tab duas vezes para que o bash mostre as possibilidades
de nomes (caso você não lembre, ou apenas para certificar-se). Você
agora completa com 1 ou 2 e dá mais um Tab para finalizar o
autocomplete.

Para quem quiser, pode baixar o pdf deste texto, que está um pouco melhor formatado além de permitir a leitura off line. Baixe-o: Terminal_e_Bash-Aula_1.pdf

Aqui terminamos este tutorial básico. Qualquer dúvidas ou sugestões
de melhoramento entre em contato através de athunye@gmail.com.

Uma resposta

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  1. Lucas Basso said, on 11 de julho de 2010 at 18:16

    Bem legal este tutorial para iniciantes. Não me senti nem um
    pouquinho confuso. Bem detalhado e explicado.


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