Jedi Tux

Indetação no Vim – Tabs e Espaços

Posted in Dicas, Linux, Vim by Fernando Basso on 11 de janeiro de 2012
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= Indentação no Vim - Tabs e Espaços =
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= Introdução =
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Há duas maneiras de indentar um código fonte:
  1. com tabs reais, também chamado de hard tabs.
  2. com espaços no lugar de tabs (sim, o vim pode ser configurado para
     substituir uma tabulação por um certo número de espaços).

Há vantagens e desvantagens em cada um dos métodos. Há alguns artigos que
discutem o assunto na web, embora parece que mais pessoas preferem Espaços
no lugar de Hard Tabs, mas isso é pura questão de gosto, e cada caso é um
caso.

Basicamente temos as opções:
 1.     'tabstop' - altera a largura da tabulação (Tabs reais).
 2.   'expandtab' - causa espaços serem usados/inseridos no lugar de
                    caracteres Tab.
 2. 'softtabstop' - configura detalhadamente a quantidade de espaço a serem
                    inseridos quando a tecla Tab é pressionada.
 3.  'shiftwidth' - afeta o uso de ">>", "<<", modo normal, "Ctrl-t" e
                    "Ctrl-d" no Modo Insert, além de ter influência em como
                    indetação automática funciona.

Para iniciar , execute isso no vim:
    :set list 
    :set listchars=tab:T_ 

A partir de agora, toda vez que o vim "enxergar" um Tab real, ele vai
mostrar algo como "T_____" no lugar do tab, para que o Tab fique 
visualmente percebível.

Pra desabilitar basta fazer:
    :set nolist 


= Indentação com Hard Tabs Apenas =
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Por padrão, o vim vem configurado com:
  tabstop = 8 
  softtabstop = 0 
  shiftwidth = 8 
  noexpandtab 

Independente da sua configuração, digite esta linha para testar
(simplesmente coloca os valores default):
    :set tabstop=8 softtabstop=0 shiftwidth=8 noexpandtab 
 
O que acontece então?
 1. Com essa configuração, pressionar a tecla Tab no modo insert insere um
    caractere Tab real, com largura de 8 colunas. 
 2. Nesse caso, o  deleta o caractere Tab (deleta 8 colunas), o
    que visualmente parece que vários espaços foram deletados ao mesmo tempo.
 3. No modo Normal, usar >> e <> e <> e <> e << insere ou deleta *4* espaços. O mesmo
    occorre ao se pressionar Ctrl-t e Ctrl-d no modo Insert.

= Espaços = Caso 4 =
--------------------

Mas (note o NOexpandtab): 
    :set tabstop=8 softtabstop=4 shiftwidth=4 noexpandtab 

Agora, 'noexpandtab' não está habilitado, e portanto, pressionar 
insere um Tab real (e não espaços no lugar do Tab). Se pressionar Tab, e
'tab=8', um Tab terá largura de 8 colunas.

Como você sabe, ">>", "<>" duas vezes.
Você vai notar que ele se transforma em um Tab real. Isso porque "tabstop=8"
e "shiftwidth=4", etão, 4 + 4 = 8. Se "tabstop=12", por exemplo, então
pressionar ">>" 3 vezes se gera uma Tab real, porque 4 + 4 + 4 = 12.  

Isso tudo acontece porque 'softtabstop' tem precedência sobre 'tabstop'.
Então, quando pressionamos, por exemplo, "Ctrl-t" uma vez, ele insere 4
espaços, mas quando pressionamos "Ctrl-t" uma segunda vez, ele diz "Hmm,
isso está igual a "largura" do 'tabstop', e então os 8 espaços são
deletados e um Tab real é inserido. Quando usamos , "Ctrl-d" ou
"<<", o processo inverso ocorre.


= Misturando - Caso 5 =
-----------------------

Vamos deixar 'tabstop' igual 4, com 'expandtab' desabilitado:
    :set tabstop=4 softtabstop=4 shiftwidth=4 noexpandtab 

 1. Agora, como 'tabstop' está igual 'shiftwidth' e 'expandtab', quando
    , ">>" ou "Ctrl-t" for pressionado, uma Tab real será inserida
    pois o Vim notou que as configurações estão iguais. Quando as
    configurações estão iguais.

NOTE que tabs reais e espaços antigos no arquivo continuam sendo o que eram.
O que pode mudar é o tamanho das Tabs reais, mas não o fato de serem Tabs
reais ou não. O que já era Tab real continua sendo Tab real, e o que era
(grupos) de espaços continuam sendo (grupos) de espaços (grupos de espaços
que por venturam tenham sido inseridos em lugar de Tabs reais).

= Possíveis Escolhas =
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= Hard Tabs (Tabs Reais) =
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Quem prefere trabalhar com Tabs reais, uma boa escolha é deixar 'tabstop'
igual 'shiftwidth', pois eles trabalharão de maneira consistente e
homogênea. Espaços não serão usados.

= Espaços em vez de Tabs Reais =
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Deixar 'softtabstop' igual 'shiftwidth' assegura que ">>", "<<",
"Ctrl-t" e "Ctrl-d" adicionem e removam Tabs (não reais, pois agora é
substituída por espaços) com o mesmo comportamento de se adicionar e deletar
tabs pressionando a tecla  e . Ou seja, todos eles vão
adicionar ou remover o mesmo número de espaços - vão funcionar de forma
homogênea. Pode-se também, nesse caso (e alguns acham aconselhável), deixar
'tabstop' com o mesmo valor de 'shiftwidth' e 'softtabstop'.

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= Notas Finais =
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Saiba que o Vim permite configurar tudo isso de acordo com o 'filetype'. Por
exemplo, é possível configurar que arquivos "html" utilizem 2 espaços no
lugar do Tab, um arquivo em "C" utilize 4 espaços no lugar de um Tab, e
ainda, quando um arquivo "bash" for editado, um Tab real de 6 colunas seja
usado. Ou seja, quando o arquivo é aberto, o vim usa as configurações
predefinidas automaticamente.

Alguns exemplos.

Vamos criar os diretórios necessários:
    mkdir --parents ~/.vim/after/ftplugin/ 

Para HTML:
Criar o um arquivo chamado "html.vim" dentro do último diretório criado:
    vim ~/.vim/after/ftplugin/html.vim 

E coloque o seguinte conteúdo dentro do arquivo:
    set softtabstop=2 expandtab shiftwidth=2 


Para CSS:
Criar o arquivo css.vim, no mesmo diretório que do exemplo anterior:
    vim ~/.vim/after/ftplugin/css.vim 

E cole o seguinte conteúdo:
    set softtabstop=4 expandtab shiftwidth=4 


Para "bash", com Hard Tabs:
    vim ~/.vim/after/ftplugin/bash.vim 
E cole:
    set tabstop=6 softtabstop=6 shiftwidth=6 noexpandtab 


= Dica final =
--------------

Se você optar por usar Espaços no lugar de tabs, há uma maneira de inserir
Tabs reais sem ter que mudar temporariamente a configuração. Isto é
conseguido inserindo-se caracteres não imprimíveis literalmente. 

No vim, isso é muito fácil. Basta pressionar "Ctrl-v" no modo Inserte, e
então pressionar a tecla Tab em seguida. Passo-a-passo:

            vim --> abre o vim no terminal (poderia ser o gvim).
              i --> entra no modo insert na posição onde está o cursor.
         Ctrl-v --> pressionar a combinação "ctrl-v". Vai aparecer um
                    caractere parecido com um "^". Neste momento, o Vim está
                    esperando você digitar o caractere que termina a
                    sequência, no nosso exemplo, um .
           --> pressione Tab.
  "hello world" --> escreva "hello world" por que esse é um encantamento que
                    garante que você aprenda o conteúdo. Sempre foi assim em
                    todas as linguagens, e essa é a razão. São palavras
                    mágicas.

Como mesmo exemplo você poderia inserir um caractere  ou 
literalmente no texto.

Aqui está o arquivo que fiz no Vim, mas convertido para html. Tive que renomear para .pdf para fazer o upload. Depois de baixar, troque a extensão para .html novamente e abra no seu navegador favorito. Está bem colorido, facilitando a leitura.
Indentando_Código_Fonte_no_VIM

Referências:
------------
    
  No Vim:
    :help 'softtabstop'
    :help 'tabstop'
    :help 'shiftwidth'
    :help 'expandtab'

    http://vimcasts.org/

    http://vim.wikia.com/wiki/Indenting_source_code




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Bash – comandos, argumentos e a importância das apas

Posted in 5584, Linux by Fernando Basso on 4 de janeiro de 2012

Intro

Interactive mode: modo de operação onde um prompt de comando espera que você digite um comando por vez.

Script: um arquivo que contém uma sequência de comandos para serem executados um após o outro.

Ao iniciar o Bash, bash –posix ou set -o posix se o Bash já está em execução coloca o Bash em modo POSIX.

No Arch Linux (e quase todas as outras distribuições), /bin/sh é um symlink para /bin/bash. Se o Bash é invocado com o nome “sh”, ele tenta imitar o comportamento de versões históricas do sh o melhor possível, enquanto conformando com o padrão POSIX. Neste modo, o Bash lê os arquivos de inicialização e então entra em modo de compatibilidade com o padrão POSIX.

/etc/profile é lido por todos todo Bourne-compatible shell no login. Ele configura o ambiente e carrega configurações específicas a certas applicações (/etc/profile.d/*.sh).

.profile é lido pelo Bash quando um shell com login interativo é iniciado.

.bashrc é lido pelo Bash quando um interativo non-login shell é iniciado, por exemplo, quando alguém abre um console virtual (x terminal) a partir de um Window Manager ou Desktop Environmen (Openbox, LXDE, Gnome, KDE, etc.). Este arquivo é útil para configurar o ambiente de shell específico do usuário.

Leia mais: https://wiki.archlinux.org/index.php/Bash

Comandos e Argumentos

 O Bash lê linhas do terminal (usuário digitando comandos) ou de arquivos. Cada linha é uma comando – uma tarefa para ser executada.

 IMPRTANTE: O Bash divide cada linha em palavras. Palavras são separadas por espaços.

 A primeira palavra em uma linha/comando é o nome do comando. Todas as outras (palavras) são os argumentos que são passados para o comando especificado.

 echo This is a test echo → é o nome do comando;

this → é um argumento.

is → outro argumento.

a → mais outro argumento.

test → ainda mais um argumento – e o último, no exemplo.

 MAS:

echo"This is a test"

echo → é o nome do comando.

“This is a test” → é um único argumento.

 As aspas não são parte do argumento. O Bash as remove antes de lidar com o argumento.

 CUIDADO: Digamos que temos dois arquivos em um diretório. Os arquivos são:

“The secret voice in your head.ogg”

“secret”

 “secret” contém um segredo muito importante que pode salvar o mundo.

E agora você faz:

 rm The secret voice in your head.ogg

 O Bash vai pensar que você passou seis argumentos, e um deles é “secret” – seu venerado arquivo. Você recebeu erros porque o comando rm não conseguiu remover/encontrar os arquivos “The”, “voice”, “in”, “your”, e “head.ogg” (já que eles não são arquivos por si próprios), exceto “secret”, é que sim um arquivo. É por isso quo Bash reclamou dos outros mas não reclamou de “secret”. Agora o pior: o arquivo chamado “secret” já era. Para sempre se foi (não tem lixeira na linha de comando), e a música (que é o que queríamos deletar) ainda está lá. A maneira correta é usar apas:

 rm “The secret voice in you head.ogg”

Assim, você está agrupando todas as palavras em um único argumento. Descanse em paz. O “segredo” está seguro agora.

 Veja este próximo caso.

 [ é um comando, similar ao comando test. Se testarmos alguma coisa assim:

 [-f file.txt]

 …está errado. -f não deve estar “colado” ao [. Devemos separá-los. [ é o nome do comando, portanto uma palavra. -f é a segunda palavra (um argumento), file é a terceira palavra (outro artumento) e o ] é o ultimo argumento – que é mandatório toda vez que usamos [. Esta é a maneira correta (note os espaços):

 [ -f file.txt ]

 A propósito, uma maneira mais aconselhável ainda é colocar o nome do arquivo entre aspas (você já viu o que pode acontecer se um nome de arquivo contém espaços, e não o protejemos com aspas).

 [ -f “my file” ]

É boa prática sempre usar apas.

 Uma dica rápida: use o perl-rename para mudar todos os espaços nos nomes dos arquivos por underscores:

 perl-rename ‘s/ /_/’ ./*.txt

 …para arquivos .txt (mude a extensão para outros tipos de arquivos), ou

 perl-rename ‘s/ /_/’ ./*

 …para todos os arquivos do diretório.

 NOTA: No Arch Linux, no nome é perl-rename. prename em outras distros – não confunda com rename, que é um comando bem simplificado e não faz o que o exemplo mostra. (Se não me engano já vi uma distro em que rename era na verdade o um symlink para o perl-rename).

Este conteúdo é basicamente um tradução livre do (excelente) site:

http://mywiki.wooledge.org/BashGuide

Este conteúdo não é, de forma alguma, mérito meu, mas sim dos proprietários do site acima mencionado.

Simular margem no vim para ler o :help

Posted in Bash, Dicas, Linux, Vim by Fernando Basso on 1 de janeiro de 2012

Simular margem no vim para ler o :help

Uma coisa que me incomoda quando estou lendo o :help no vim é que o texto fica “grudado” na borda esquerda da janela do vim (ou gvim). Então, o que costumo fazer é habilitar os números de linha com :set number. para ter algo no lado esquerdo da janela funcionando como uma espécie de margem.

Tem dois detalhes que me incomodam. Um é que não adiante colocar set number no vimrc porque help é um filetype no vim, então, as configurações do filetype help (que usa set nonumber) sobrescreve o set number do vimrc. Outra coisa é que ter números de linhas para ler o help pode não agradar muito ou fazer muito sentido. Fortunadamente, há uma maneira de simular uma margem, sem que fique aparecendo os números.

Entendendo o processo

Quando usamos a opção set number, o vim usa um espaço ao lado esquerdo da janela para mostrar esses números, e também nos fornece os grupos de cor chamados LineNr que é justamente para definir a cor que aparece naquela parte onde os números são mostrados, tanto o background como o foreground.

Pois bem, se configurarmos LineNr para ter a mesma cor de background que do resto do vim não veremos diferença de cor entre o fundo do texto normal e a cor da região usada para mostrar o números das linhas. Ainda mais, se configurarmos a cor que LineNr usa para mostrar os números propriamente ditos para a mesma cor do background, não vamos ser capazes de ler/ver número algum, pois a cor do texto será exatamente igual a cor de fundo. Os números ainda estão lá, mas não dá pra notar.

O que vamos fazer então é criar (se já não existir) o diretório ~/.vim/after/ftplugin. O comando abaixo se encarrega disso, e se os diretórios já existem, ele simplesmente não faz nada:

mkdir --parents ~/.vim/after/ftplugin

Precisamos criar também, (se já não existir) o arquivo help.vim dentro de ~/.vim/after/ftplugin/:

vim ~/.vim/after/ftplugin/help.vim

Agora, vamos descobrir quais as cores que o nosso colorscheme está usando para o background. Os grupos de cores para isso são ctermbg (background no terminal) e guibg (background no gvim). Para descobrir as cores configuradas para os grupos mencionados, execute os seguinte comando:

:highlight Normal

Isso vai mostrar as cores configuradas para ctermfg, ctermbg, guifg, entre outras coisas.

Para ter certeza da cor que o gvim usa como background (há fatores que podem fazer com que o vim no terminal use cor x, e o gvim use cor y para determinado grupo) é mais seguiro abrir o gvim e rodar o mesmo comando para ver o que ele mostra sobre si próprio para guifg e guibg.

NOTE que o comando é digitado no modo de comando do vim. Entramos no modo de comando quando, estando no modo normal pressionamos : (chegamos no modo normal pressionando <Esc> ou CTRL-[).

Finalmente, no ~/.vim/after/ftplugin/help.vim colocamos o configuramos os backgrounds e foregournds para o vim e gvim com os valores das cores conforme foram mostrados com o comando anterior.

set number
highlight LineNr ctermfg=235 ctermbg=235 guifg=#dfd6c1 guibg=#242424

Veja, a cor do ctermfg, ctermbg, guifg e guibg são iguais (fg = FackGround, bg = BackGround). E lembre-se que essa cor é igual a cor do background da janela normal do vim. Isso cria a impressão que há uma margem.

De agora em diante, toda vez que você abrir um :help no vim, terma uma “margem” no lado esquerdo da janela. Pra mim pelo menos, parece tornar a leitura mais confortável.

Colocando em uma função (opcional)

Podemos também deixar a configuração padrão do vim ficar como é quando abrimos um :help, e colocar o código que criamos em uma função, e criar uma outra função que desabilita a margem.

A função que habilita:

function! CriaMargem()
 set number
 highlight LineNr ctermfg=235 ctermbg=235 guifg=gray16 guibg=gray16
endfunction

Para criar a função que desabilita a margem, vamos descobrir a as cores que são definidas para LineNr por padrão. Certifique-se de que não tenha chamado a função acima e não tenha aberto um :help usando o nosso truque, senão o comando abaixo não vai mostrar as cores originais. Em todo caso, rode o comando (novamente, no modo de comando):

:hightlight Normal

E coloque as cores que aparecerem aí na função que desabilita a margem (volta as cores padrão para que possamos ver os números):

function! MargemOff()
 highlight LineNr ctermfg=180 ctermbg=242 guifg=#cdaa7d guibg=bg
endfunction

Essas funções também vão dentro do help.vim que criamos. Chame as funções assim no vim:

:call CriaMargem()

e

:call MargemOff()

Pode usar <Tab> para autocompletar.

Note que colocando essas funções no ~/.vim/after/ftplugin/help.vim, elas só estarão disponíveis quando você estiver lendo um :help no vim. Portanto, não adianta esta editando um html, C, ou perl e querer chamar essas funções. Se quiser que elas fiquem disponíveis para outros filetypes, coloque-as no ~/.vimrc.

Supondo que deixamos elas no help.vim, vamos deixar CriaMargem() habilitada por padrão. Para tal, basta chamar a função de dentro do próprio help.vim. Aqui vai o exemplo completo:

" Habilita a simulação de margem.
function! CriaMargem()
 set number
 highlight LineNr ctermfg=235 ctermbg=235 guifg=gray16 guibg=gray16
endfunction
" Mostra set mumber normalmente.
function! MargemOff()
 highlight LineNr ctermfg=180 ctermbg=242 guifg=#cdaa7d guibg=bg
endfunction

” Vamos deixar a função habilitada por padrão.

autocmd BufEnter * call CriaMargem()

Com certeza deve ter como colocar tudo em uma única função, tornando o código mais profissional, mas no momento em que escrevo, é o que deu pra fazer sem perder muito tempo.

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Xdefaults VS Escape Sequences, Bash – Cores do Prompt

Posted in Bash, Dicas, Linux by Fernando Basso on 27 de dezembro de 2011

Leia todo o texto antes de tentar configurar algo. Algumas coisas que você ler mais no início do texto fará sentido quando se juntar com conceitos explicados mais adiante.

A intenção deste post não é mostrar TUDO sobre configuração do prompt do bash propriamente dito, mas sim mostrar a relação que tem as cores do terminal/prompt com as sequências de escape que usamos para configurar o prompt, pois sem essa noção, ficamos tentando configurar as cores “às cegas”. Esse tutorial funciona para o xterm, mas os conceitos são os mesmos para configurar outros emuladores de terminal.

Quando queremos configurar o prompt do Bash, usamos sequências de escape como:

    '\033[31m'
    

Faça um teste:

    echo -e "\033[31m Hello, World."

\033[ significa que estamos iniciando uma sequência de caracteres que não serão imprimidos, ou seja, inicia a sequência de escape. O próximo número (31, no exemplo) indica a cor que queremos imprimir, seguido de “m“, que termina a sequência de escape. O que vem em seguida é o texto que queremos realmente mostrar.

A parte numérica que determina a cor do texto pode indicar que queremos o texto em negrito, para isso, a sintaxe fica assim:

    echo -e '\033[31;1m Hello, World." # Note o ";1".

Ou seja, aquele 31;1, onde 31 é a cor, e 1 habilita o negrito. O número que especifica a cor e o número que habilita o negrito devem estar separados por ponto e vírgula (;). Mas agora vem a questão: 31 é qual cor? Aí é que entra o arquivo ~/.Xdefaults ou ~/.Xresourses.

No ~/.Xdefaults temos entradas como as do exemplo abaixo:


    ! Black, \033[30m
    XTerm*color0: #000000
    ! DarkGrey, \033[30;1m
    XTerm*color8: #BABDB6

    ! DarkRed, \033[31m
    XTerm*color1: #FF6565
    ! Red, \033[31;1m
    XTerm*color9: #FF8D8D

No ~/.Xdefaults usamos cores que vão de color0 até color15. As cores do color0 a color7 são cores normais, e de color8 até color15 são as cores em negrito, ou brilhosas.

Aqui temos um conceito importante. Note nos comentários (linhas iniciadas com !). Por exemplo, *color0 é a cor que será usada na sequência de escape \33[30m (cor normal), e a color8 será usada com a sequência \33[30;1m, ou seja, a cor em negrito. Continuando, color1 é usada pela sequência \33[31m (cor normal) e color9 é usada pela sequência \33[31;1m, a cor em negrito, e assim sucessivamente, até a color7 para cores normais, e color15 para os negritos.

Agora, configure as cores do xterm no ~/.Xdefaults da maneira que quiser, ou simplesmente copie as minhas (que pode modificar depois):

! ***** My Xterm Colors ***** ! {{{
! 1 to 7 are normal colors. 8 to 15 are the bright/bold ones.
XTerm*foreground: yellow
XTerm*background: #242424

! Black, \033[30m
XTerm*color0: #000000
! DarkGrey, \033[30;1m
XTerm*color8: #BABDB6

! DarkRed, \033[31m
XTerm*color1: #FF6565
! Red, \033[31;1m
XTerm*color9: #FF8D8D

! DarkGreen, \033[32m
XTerm*color2: green3
! Green, \033[32;1m
XTerm*color10: #C8E7A8

! DarkYellow, \033[33m
XTerm*color3: #EAB93D
! Yellow, \033[33;1m
XTerm*color11: #FFC123

! DarkBlue, \033[34m
XTerm*color4: #204A87
! Blue, \033[34;1m
XTerm*color12: #3465A4

! DarkMagenta, \033[35m
XTerm*color5: #CE5C00
! Magenta, \033[35;1m
XTerm*color13: #F57900

! DarkCyan, \033[36m
XTerm*color6: #89B6E2
! Cyan, \033[36;1m
XTerm*color14: #46A4FF

! LightGrey, \033[37m
XTerm*color7: #CCCCCC
! White, 0\33[37;1m
XTerm*color: #FFFFFF

! }}} Xterm ends here.

Para que as configurações entrem em vigor, execute o comando:

    xrdb ~/.Xdefaults

Feche e abra o terminal novamente. Lembre-se que isso funciona para o xterm. Não adianta usar o gnome-terminal (do gnome) ou o konsole (do kde). Agora sim estamos preparados para brincar com o prompt.

O prompt do bash é definido pela variável PS1 (tem a PS2 também, entre outras, que é usada quando continuamos um comando na próxima linha).

Vamos fazer uma configuração básica do prompt. Não precisa editar arquivo nenhum por enquanto, pois vamos fazer direto pelos comandos. Antes, porém, dê uma olhada nesta lista:

    \$ # Mostra o prompt de usuário '$', ou root '#'.
    \u # Mostra o username.
    \h # Mostra o hostname.
    \t # Mostra a hora (time).
    \d # Mostra a data (date).

Tem outros. man bash, na seção PROMPTING tem mais informações.

Digite o próximo comando, e veja como fica o prompt (não se preocupe, poi s essas alterações não são definitivas).

    PS1='\$ '

Agora tente este:

     PS1='\033[31m \$ '

Mais um:

    PS1='\033[31m\h@\u, \033[33m \s-v \033[0m\$'

Notou a diferença das cores? Vamos tentar com negrito (lembre-se, depende de como as cores foram configuradas no ~/.Xdefaults):

    PS1='\033[31;1m\h@\u, \033[33;1m \s-v, \033[0m\$ '

IMPORTANTE: Quando usamos uma cor, ela fica em vigor até sobrescrevermos ela usando outra. No final, temos que fazer a cor voltar ao modo padrão/default. Para isso usamos a sequência de escape:

    \033[0m

Aqui está uma configuração da minha variável PS1, juntamente com mais duas linhas, pois a minha PS1 depende dessas duas outras linhas:

    shopt -s checkwinsize # For hr='=='stuff to work.
    hr='============================================================================================================================================================='
    PS1='${hr::COLUMNS}\r\n\[\e[1;32m\]\s-\v, \[\e[0;32m\]\h@\u, \d \t \n\$PWD=\[\e[1;36m\]"\w" \[\e[1;37m\] \n\$ \[\e[1;37m\]'

Quem quiser tirar umas ideais, aqui estão minhas config filesno github.http://snipt.net/FernandoBasso/my-bashrc-dec-26-2011

Como eu disse no início, a intenção é mostrar a relação Xdefaults vs Escape Sequences. Tem vários tutoriais na web que tratam exclusivamente do prompt do bash. No entanto, nunca vi nenhum documento ou tutorial mencionar essa relação. Sem saber disso, ficamos configurando cores às cegas…

Descobri essa questão da relação Xdefaults/Escape Sequences perguntando no fórum do arch (em inglês), depois de levar as tradicionais broncas “vai ler no wiki”, ou “RTFM”. Ou seja, o pessoal adora assumir que os ‘aprendizes’ não gostam de ler e querem respostas prontas. PS: eu tinha lido metade da web tentando aprender mais sobre isso, e no wiki do arch também não menciona isso. :)

May the force be with you. Always.

Gconftool-2 – Preferências e atalhos de teclado no Gnome

Posted in Dicas, Linux by Fernando Basso on 28 de julho de 2010

Básico

Com o gconf-editor podemos configurar qualquer coisa que
seja possível de ser configurada no Gnome, desde mostrar ou não os ícones no
Desktop, até reduzir o uso da CPU desabilitando os ícones dos menus, entre
várias outras possibilidades. Em algumas distros, como Arch Linux
ou Gentoo, o gconf-editor não vem instalado com o Gnome.
Pra quem não gosta ficar instalando coisas sem necessidade, ou simplesemente
prefere usar a linha de comando, pode usar o gconftool-2.

O gconftool-2 é uma interface em linha de comando usada para
os mesmos fins que o gconf-editor.

O repositório do GConf (sim, dizemos que o gconf tem um “repositório de
preferências”) é formado por um diretório, uma chave, e um valor para esta
chave.

Visualizando as opções

Para saber as configurações e possibilidades de um diretório, fazemos:

gconftool-2 --recursive-list <diretório>

Por exemplo:

gconftool-2 --recursive-list /apps/nautilus/desktop

Ou

gconftool-2 --recursive-list /apps/nautilus/desktop | grep trash
trash_icon_name = (no value set)
trash_icon_visible = true

apps/nautilus/desktop é o diretório.
trash_icon_visible é a chave.
true é o valor da chave (neste caso, um valor booleano).

Alguns exemplos da configuração das preferências

Geralmente, configuramos valores booleanos, ou strings. Vamos aos exemplos.

Para mostrar (ou não) o ícone da lixeira no Desktop, usamos um valor booleano:

gconftool-2 set /apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible --type boolean 'false'

Troque false para true (ou vice-versa), e observe o resultado.
Você pode habilitar ou desabilitar outros ícones no Desktop, além deste do
exemplo. Para saber as possibilidades faça:

gconftool-2 --recursive-list /apps/nautilus/desktop

Uma coisa que está muito em pauta na data deste post, é o fato de o Ubuntu
10.04 vir com os botões da barra de título no lado esquerdo. Pra mudar para o lado direito, basta fazer:

gconftool-2 --set /apps/metacity/general/button_layout \
  --type string 'menu:minimize,maximize,close'

IMPORTANTE: Esta barra invertida (\) nada mais é do que um caractere especial que permite continuar um comando muito comprido na linha seguinte. Por exemplo,
fazer:
ls –help é o mesmo que fazer:
ls \
–help

NÃO deixe nenhum espaço depois da barra invertida (backslash).

Você poderia também, por exemplo, colocar o ‘close’ no lado do ‘menu’:

gconftool-2 --set /apps/metacity/general/button_layout \
  --type string 'close,menu:minimize,maximize'

Mudar wallpaper:

gconftool-2 --set /desktop/gnome/background/picture_filname \
  --type string '/path/to/wallpaper'

Mostrar o ‘path’ em modo texto no nautilus:

gconftool-2 --set /apps/nautilus/preferences/always_use_location_entry \
  --type boolean true

Mudar wallpaper:

gconftool-2 --set /desktop/gnome/background/picture_filename \
  --type string 'Pictures/Backgrounds/my_gray_background.jpg'

Você já notou que o menu ‘Sistema’ não tem ícones (ao contráio do ‘Aplicações’ e ‘Locais’) ? Se quer ícones aí também, faça:

gconftool-2 --set /desktop/gnome/interface/menus_have_icons \
 --type boolean 'true'

Atalhos para rodar programas

Uma das coisa mais legais, é criar atalhos de teclado para abrir nosos
programas mais usados. Assim não é necessário ficar indo nos menus e sub-menus, ou dar Alt-F2 e dititar o nome do programa.
1. Primeiro, você configura uma atalho em /apps/metacity/global_keybindings.
2. Depois, configura um comando para aquele atalho.

Vamos visualizar os respectivos diretórios de chaves/valores primeiro, para
termos uma ideia. Rode os dois comandos, um de cada vez, e analize a saída.

gconftool-2 --recursive-list /apps/metacity/global_keybindings
gconftool-2 --recursive-list /apps/metacity/keybinding_commands

Vou exemplificar com os atalhos que eu mais uso. Lembrando que a tecla
windows, é entendida pelo gconf/gnome como Mod4. Então, os nossos atalhos
serão conseguidos quando seguramos a tecla windows em conjunto com outra
tecla, como Win+f, Win+g ou Win+1.

Abrir o Firefox:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_1 \
  --type string '<Mod4>f'
  gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_1 \
  firefox

Abrir o Opera:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_2 \
  --type string '<Mod4>o'
  gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_2 \
  opera

Abrir o xterm:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_3 \
  --type string '<Mod4>x'
gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_3 \
  --type string 'xterm -name xterm-Dejavu -geometry 87x17+0-0'

Este exemplo para o xterm depende da configuração do ~/.Xdefaults.

Abrir o gnome-terminal:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_4 \
  --type string '<Mod4>t'
gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_3 \
  --type string 'gnome-terminal --geometry 87x17'

Abrir o Nautilus:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_5 \
  --type string '<Mod4gt;h'
gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_5 \
  --type string 'nautilus'

Abrir o gvim:

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/run_command_6 \
  --type string '<Mod4>g'
gconftool-2 --set /apps/metacity/keybinding_commands/command_6 \
  --type string 'gvim'

Abrir o alltray:
Aqui está minha configuração do gvim.
Agora você já é capaz de de criar seus próprios atalhos de teclado.

Atalhos para mudar de Desktop

Finalmente, uma coisa que uso muito, são dois atalhos para mudar para o
desktop virtual 1 e 2.

gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/switch_to_workspace_1 \
  --type string '<Mod4>1'
gconftool-2 --set /apps/metacity/global_keybindings/switch_to_workspace_2 \
  --type string '<Mod4>2'

Eu não sou um expert do Gnome. Desculpem-me por quaisquer erros.
Espero que isto seja útil. May the force be with you. Always.

O Tux Também é Jedi

Posted in Linux by Fernando Basso on 31 de março de 2009

Esse é meu primeiro blog. Vou tentar passar um pouco das coisas que estudo sobre GNU/Linux, Open-Source, Web Design, e programação em geral.

Sou um apreciador do conhecimento. Não sei quase nada, mas o pouco que sei já me dá bastante alegria e satisfação. Espero ter capacidade e saúde para continuar sempre nesta minha jornada em direção à excelência.

Ah, e é verdade sim: O Tux também é Jedi. Tem até uma antiga lenda que diz que O Tux aprendeu diretamente com o mestre Yoda, quando este ainda era um residente de Dagobah. Ainda antes da extinção da Odem Jedi, mas ái já é uma outra estória.
Até mais e “May the force be with you. Always.”

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Olá, mundo!

Posted in Linux by Fernando Basso on 31 de março de 2009

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